terça-feira, 10 de junho de 2008

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Efeitos do Cigarro Sobre Alguns Parâmetros Fisiológicos


O hábito de fumar é prejudicial à saúde, influenciando negativamente a capacidade física. A nicotina é a principal substância presente no fumo e, certamente, a mais prejudicial . O monóxido de carbono é outro componente da fumaça do cigarro que também prejudica a performance em atividades aeróbica.

Por que as pessoas fumam?

O ato de fumar, aparentemente, reduz a ansiedade e auxilia as pessoas a se socializarem. A fumaça do cigarro causa sensações desagradáveis no início, mas assim que a pessoa se vicia, o cigarro se torna uma necessidade. Segundo Finnegan e col. (1945), a dependência ao tabaco resulta da ação da nicotina sobre o sistema nervoso central. Existem até casos absurdos de pessoas que escolhem fumar para conseguir emagrecer, o que é um grande equívoco .


De que é feito o Cigarro?

Além da nicotina, existem no cigarro uma série de substâncias como: cancerígenos, compostos radioativos, irritantes das vias respiratórias, alcatrão, monóxido de carbono e outros gases.

Mas a principal substância é a nicotina que é transferida para a fumaça e penetra no corpo através do sistema respiratório.

Sua velocidade de absorção no pulmão é comparável a de uma injeção intravenosa. Testes feitos com ratos observaram que a nicotina, ao ser injetada, se concentrava em locais como os rins, cérebro (maior concentração), supra-renais (maior concentração), fígado, intestino, miocárdio, glândulas salivares e retina.

Efeitos no organismo:

A nicotina tem um efeito estimulante assim que absorvida, apresentando fases estimulantes e depressoras do sistema nervoso central após sua absorção.

Ela também provoca um aumento da freqüência cardíaca, na freqüência respiratória e na pressão arterial por mecanismos diferentes de sua ação nas junções neuroefetoras, ou seja, aumentando o metabolismo geral sobrecarregando os sistemas e fazendo o corpo pagar caro por isso.

Testes feitos com cães, gatos e peixes observaram:

Inibição de reflexos;

Cessação total na salivação;

Aparecimento de convulsões do tipo Gran Mal em cães;

Convulsões e morte (doses elevadas);

Aparecimento de câncer na pele, pulmões e traquéia.

Em testes com seres humanos que receberam a mesma quantidade injetada de um cigarro, observaram:

Aparecimento de tremores;

Ação no sistema nervoso periférico (provocando uma estimulação passageira seguida de uma mais persistente depressão de todos os gânglios autônomos);

Afetar funções bulbares ( podendo trazer náuseas e vômitos)

Falhas respiratórias (paralisação de músculos respiratórios);

Efeitos anti-diuréticos;

Alteração nos reflexos espinhais e sistema nervoso autônomo;

Evidências de ocorrência de câncer;

Tosse, constrição dos tubos brônquios e a estimulação da secreção mucosa (devido as substâncias irritantes da fumaça);

Bronquite crônica e enfisema podem estar relacionadas com o hábito de fumar;

Síndrome respiratória do fumante: caracterizada por dispnéia, sibilos, constrição faríngea, dor torácica e infecções nas vias aéreas superiores (parece com a asma, mas some quando o indivíduo abandona o cigarro) .

Efeitos para a saúde do corpo:

Sobe a pressão Arterial (1° Cigarro, 2° Craque, 3° Heroína e 4°Maconha);

Aumenta a viscosidade do sangue (engrossa o sangue e desencadeia problemas cardíacos);

Aumenta a constrição venosa;

Na gravidez: criança nasce de baixo peso e tem dificuldades de aprendizagem;

Entre os gases que compõem a fumaça do cigarro, está o monóxido de carbono (CO). Ele se combina com a hemoglobina afetando a capacidade de transporte de oxigênio aos tecidos. A afinidade da hemoglobina pelo monóxido de carbono é 250 maior do que a sua afinidade pelo O². Sendo assim, a pequena quantidade de monóxido de carbono compete com uma grande quantidade de O².

Ao consumir o cigarro, a nicotina leva em torno de 8 segundos para entrar no cérebro e para ser eliminada leva de 30-60 minutos.

Testes em mães que amamentam detectaram uma boa quantidade de concentração de nicotina no leite, podendo causar danos ao bebê.

Cerca de 90% da nicotina da fumaça inalada é absorvida, sendo que aproximadamente 0,05-2,5 mg podem estar presentes na fumaça de um cigarro jogada no ar. Para efeito de comparação, cerca de 60 mg pode ser letal para o ser humano.

O tabagismo, além de ser um dos fatores para o aumento do risco coronariano, pode ser um dos melhores prognosticadores dessas doenças. Ele parece acentuar os outros fatores de risco. A morte por doença cardíaca nos fumantes é quase duas vezes maior que nos não fumantes.

O aumento da taxa de mortalidade por cardiopatia entre mulheres nos E.U.A. é quase paralelo ao seu maior consumo de cigarros. Surpreendentemente, esse risco é maior que o excesso de mortalidade dos fumantes devido ao câncer pulmonar. Ao parar de fumar o risco de adquirir doenças do coração pára e se iguala ao dos não fumantes, apesar de nem sempre ser este o caso.

Sintomas observados naqueles que estão abandonando o cigarro

A cessação do uso de tabaco pode ser seguida da "síndrome de abstinência", que varia enormemente de pessoa para pessoa em intensidade e sinais específicos e sintomas. Os sintomas mais encontrados durante as primeiras 24 horas da abstinência foram:

Náuseas
Dores de cabeça
Constipação
Diarréia
Fadiga
Insônia
Sufocamento
Irritabilidade (aumento da hostilidade), frustração e raiva
Humor oscilante entre depressão e euforia
Dificuldades de concentração
Agitação Psicomotora
Diminuição da Freqüência Cardíaca;

Sintomas que podem persistir por semanas

Aumento no apetite (levando ao ganho de peso excessivo, se não controlado)

Falta de concentração

Ganho de peso (apetite e ansiedade)

Tosse

Alto consumo de nicotina pelo organismo causando uma necessidade desenfreada de reposição (mulheres apresentam mais dificuldades que os homens

Melhoras com o tempo

Tosse e dificuldades respiratórias

Após 20 minutos de abstinência a Pressão Arterial e pulsação voltam ao normal

Após 2 horas, não há nicotina circulante no sangue (tomar bastante água)

Após 24 horas, o pulmão já começa a se limpar (tosse)

Após 2 dias, o olfato e paladar melhoram, podendo perceber cheiros e sabores

Após 3 semanas, nota-se a respiração mais fácil

Após 1 ano, os riscos de morte por infarto são diminuídos para a metade

De 5-10 anos o risco de sofrer infarto fica quase zero, igualando a um não fumante

Aos poucos a vontade que dá de fumar... passa

Diminuição na freqüência cardíaca e pressão sanguínea acompanhado de um aumento no fluxo sanguíneo periférico (equilíbrio do metabolismo geral);

A abstinência favorece em casos de competições desportivas, provas de raciocínio e conhecimentos e testes físicos para obtenção de emprego.

Estatísticas

Cerca de 25% dos americanos são fumantes

Cerca de 2/3 dos indivíduos que procuraram ajuda formal pararam em poucos dias; mas destes, apenas 20-40% continuaram abstinentes um ano depois

1/3 dos Brasileiros fumam

11,2 milhões de mulheres fumam

16,7 milhões de homens fumam

90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina

2,4 milhões de fumantes têm em média 5-19 anos

O porquê de não fumar:

Fumantes têm 10 vezes a mais de chances de ter câncer de pulmão;Fumantes têm 50% a mais de chances de terem infarto que os não fumantes;

Fumantes têm 5 vezes mais chances de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar que os não fumantes;

Dependendo do grau de enfisema pulmonar, mesmo que o indivíduo suspenda o uso do cigarro se torna irreversível .

processo (largar o quanto antes... os alvéolos uma vez danificados nunca se regeneram!);

Efeitos no Metabolismo:

O custo metabólico da respiração pode ser reduzido significativamente como resultado da abstinência. Observou-se uma redução de CO2 em apenas um dia de abstinência. Durante um exercício a 80% da Capacidade Aeróbica Máxima (VO2 máx), o custo da ventilação pulmonar representa 14% do consumo de O² em fumantes e de apenas 9% em não fumantes.
Atletas envolvidos em eventos que requerem resistência nunca fumam. Isto pode ser explicado pelo fato da fumaça do cigarro causar redução na função pulmonar e aumentar a quantidade de carboxiemoglobina, dificultando o transporte de O² do sangue.

Pesquisas apontaram uma melhora no desempenho de nadadores, velocistas, ciclistas em geral, apenas pela abstinência ao fumo. E eles reportaram terem se sentido melhor exercitando-se em uma condição de não fumante.

Dicas para PARAR de fumar:

Fugir da rotina;

Preparar-se para fugir das armadilhas (colegas oferecendo, companhias que fumam, etc...);

Beber muita água;

Mastigar chicletes e balas ou chicletes de nicotina como substituição ao cigarro;

Exercícios aeróbicos e relaxamento;

Evitar bebidas alcoólicas e café;

Escovar os dentes imediatamente após as refeições (quem fuma não tem paladar e quem fuma costuma substituí-lo após as refeições pelo cigarro);

Ficar atento a situações de estresse para não ter uma recaída;

Conscientizar-se dos males do cigarro e pensar negativamente nele, realmente enojar-se;

Pratique sempre um novo esporte (para ficar estimulado)

Métodos para PARAR de fuma

Contrato de amigos (um ajuda o outro a parar);

Associação do cigarro com a aversão;Diminuição controlada com CardiologistaHipnose

Acumputura

Apoio social (grupos específicos);

Auto Ajuda;

Auto monitorização (lista de atividades e momentos que mais fuma)

Acompanhamento psicológico;

Obs: é importante que as pessoas não parem de uma só vez. Indivíduos que apresentam algum problema cardíaco e fumam por muitos anos, se param abruptamente podem sofrer uma carga de estresse muito grande prejudicando o sistema cardiovascular. O melhor método parece ser aquele feito lentamente até o abandono por completo. Procure um cardiologista para medicamentos e diminuição controlada da nicotina. Esta postura lhe trará ânimo e sucesso. E se não parar da primeira tentativa não desanimar... faz parte do processo!

(Fonte modificada: Revista Brasileira de Ciência e Movimento-Efeitos do cigarro, da nicotina e do monóxido de carbono sobre alguns parâmetros fisiológicos - uma revisão bibliográfica) 1989, Garcia, Emerson S. e Teixeira, Marcos M.- Fisiologia do Exercício - KATCH e McARDLE, 1992; Palestra ministrada na EEFUMG pelo Dr. Raimundo Nascimento - Cardiologista, )

http://www.cdof.com.br/med6.htm

Sem Ônus opina nesta questão: até criei um novo tópico saúde fumei essa porcaria por 18 anos da minha vida, comecei aos 17, parei há 6 anos e vivo muito melhor, pra que pagar aposentadoria fazer dieta, esporte se você fuma, criar os filhos se você fuma a cada dia você MORRE mais um pouco e mais CEDO, bom o Sem Ônus abre a caixa postal, e colabora contando e auxiliando a sua empreitada pró- saúde.

Obs: nunca mais compre um cigarro, homenageie a quem você ama, alguém que se foi, prometa a si mesmo que essa homenagem é para sua vida ser mais bela e demorada, Pare de Fumar !

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